domingo, 23 de novembro de 2014

Alice no País das Maravilhas

"Eu penso será que eu mudei de noite? Deixe me pensar: Eu era a mesma quando acordei de manhã? Eu acho que me lembro de ter me sentido diferente, mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: Quem neste mundo eu sou? Ah, isso é um ótimo quebra-cabeça."                                                      -Alice

Em 4 de Julho de 1865, foi publicado pela primeira uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense, do autor Lewis Carrol. A história sobre o porquê de ser escrita com tantos personagens fictícios é absolutamente perturbadora, já que o livro está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra difícil de interpretação pois contém dos livros num só texto: um para crianças e outro para adultos. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência, como uma entrada súbita e inesperada (a queda na toca do coelho, iniciando a aventura), além das diversas mudanças de tamanho e a confusão que isso causa em Alice, ao ponto de ela dizer que não sabe mais quem é após tantas transformações ( o que se identifica com a psicologia adolescente). Há também muitas referências históricas no livro, tal como, no oitavo capítulo, três cartas estão pintando rosas brancas de vermelho, porque acidentalmente plantaram rosas brancas, cor que a Rainha odeia. As rosas vermelhas simbolizam a Casa Inglesa de Lancaster, enquanto as rosas brancas são um símbolo da casa rival York, fazendo deste modo alusão à Guerra das Duas Rosas.

É difícil traduzir o que eu senti com o livro, porque sentimentos são complicados demais para se tornarem palavras, então resolvi fazer está pequena pesquisa, para não só eu, como os meus leitores, saberem a origem de um dos livros infantis mais enigmáticos que eu já li. Espero que tenham gostado desta resenha diferente e que leiam o livro também porque ele é maravilhoso. Além do livro acho interessante verem o filme da Alice no País das Maravilhas, o novo e o velho da Disney, mesmo o velho sendo muito diferente da ideia do livro. Aproveitem as férias para lerem os clássicos.



A versão da Disney nos mostra uma história bem mais próxima do livro e também mais infantil.









A versão mais recente, mostra uma Alice madura, mas uma história totalmente oposta a do livro.













Agora é ao seu gosto, escolha sua versão favorita e seja mais um maluco na Wonderland.

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